NOVA SÉRIE DE SERMÕES - VOCÊ É NOSSO CONVIDADO!

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SÉRIE DE INTERVALO

O que significa quando Jesus diz: Segue-me?

LUGAR DE CRESCER EM ESTATURA E GRAÇA.

Escola Bíblica - Domingo ás 9:00hs.

UMA IGREJA PREOCUPADA COM A FIEL EXPOSIÇÃO DA PALAVRA

Culto de Doutrina - Quinta-feira ás 19:00hs

LUGAR DE ORAÇÃO, COMUNHÃO E LOUVOR.

Reuniões de Oração - Terça-Feira ás 19:00hs.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O Evangelho que Aponta para a Eternidade - Steven J. Lawson

O século XVIII foi uma era de grandes pregadores, homens a quem Deus levantou para proclamar a sua Palavra e marcar a geração em que viviam. Um levantamento sobre o cristianismo moderno, com certeza, identificaria o maior pregador da Grã-Bretanha durante o período do reavivamento evangélico como sendo João Wesley, um dos fundadores do Metodismo. Semelhantemente, uma enquete atual de observadores dos primeiros avivamentos na América, sem dúvida, nomearia Jonathan Edwards, considerado por muitos como o maior pastor-teólogo da América, como principal pregador do Grande Avivamento nas colônias.
Porém, se voltássemos no tempo e avaliássemos aqueles que viviam durante o século XVIII, quer em Londres, Edimburgo, quer nos Estados Unidos, não há dúvida de que a resposta seria uma só. Na verdade, até mesmo João Wesley ou Jonathan Edwards certamente nomeariam o mesmo homem. O homem considerado pelos contemporâneos como maior pregador de seu tempo foi George Whitefield.
Como ganhador de almas, Whitefield viveu para glorificar a Jesus Cristo e chamar pecadores perdidos ao arrependimento e fé nele. O foco de seu ministério extraordinário foi a simples proclamação do evangelho e o apelo aos não convertidos para que entrassem pelo caminho estreito. Onde quer que estivesse — em uma igreja, em campo aberto, na praça de uma cidade, em um navio, numa casa — e com quem estivesse — quer fosse da realeza, carvoeiros simples, os mais cultos, os mais rudes — Whitefield, corajosamente, sempre estava exaltando a Cristo e chamando com fervor por seu veredicto. Ele tinha o propósito de não estar com ninguém por mais de quinze minutos sem confrontá-lo com as reivindicações de Cristo.
No coração do prolixo ministério de Whitefield estava a mensagem do evangelho. Ele se deleitava nas verdades da livre graça de Deus na expiação substitutiva de Cristo. O próprio coração de Whitefield fora cativado pelo evangelho enquanto ainda estudante em Oxford, e ele havia resolvido levar essa mesma mensagem transformadora de vida para as massas. Escolheu não esperar que os não conversos viessem a ele. Como um que vai atrás de uma ovelha perdida que se desviou do aprisco, Whitefield ardentemente buscava os perdidos, necessitados de Cristo. Era este o cerne de sua pregação. Em seu ministério evangelístico, ele continuamente apontava para a eternidade:
Apontando para a Eternidade
Whitefield ainda impressionava seus ouvintes quanto à certeza da eternidade que estava diante deles. Ele lhes falava com poderoso senso de Deus e pesado senso de eternidade. Pregava como se o juízo final, céu e inferno estivessem assomando o horizonte imediato. Em quase todo sermão, Whitefield afirmava que o dia da eternidade estava próximo. O Juiz está à porta, exclamou ele, pronto a pisar em cena. Essa espécie de pregação pressionando para a eternidade — tanto do céu quanto do inferno — caracterizava o impulso evangelístico de George Whitefield.
Whitefield falava do céu como gloriosa realidade, e lar futuro para onde todos os santos iriam. Ele proclamava: “No céu o iníquo cessará de perturbar-vos, e vossas almas cansadas gozarão descanso eterno; os seus dardos chamejantes não poderão mais vos alcançar nessas regiões de felicidade: Satanás nunca mais virá perturbar, incomodar ou acusar os filhos de Deus, quando o Senhor Jesus Cristo tiver fechado a porta.”38 Estar livre do pecado, na presença de Cristo, é a bênção suprema do céu; a grande separação acontecerá, removendo os crentes dos descrentes e os justos dos injustos.
Com palavras gráficas e voz arrebatadora, Whitefield tinha a capacidade de representar de maneira dramática os horrores do inferno. Seu linguajar vivaz na descrição do lago de fogo fazia com que as pessoas sentissem estar prestes a cair a qualquer momento dentro do abismo sem fundo. Choro, gritos e soluços podiam ser ouvidos enquanto Whitefield pregava a respeito do castigo dos ímpios em chamas. Em um sermão, Whitefield desafiou assim os seus ouvintes:
Pensai com frequência nas dores do inferno; considerai, se não seria melhor cortar a mão direita ou o pé, e arrancar um olho direito, se esses nos ofendem (ou fazem que nós pequemos) “ao invés de serdes lançados no inferno, onde não morre o verme e o fogo não se apaga.” Pensai em quantos milhares estão agora ali reservados, com espíritos condenados em cadeias de trevas para o juízo do grande dia. [...]  Pensais vós, que imaginam Jesus Cristo como sendo mestre severo; ou melhor, não pensais que eles dariam dez mil vezes, dez mil mundos, se apenas pudessem voltar novamente à vida, e tomar o jugo suave de Cristo sobre eles, não o fariam? Poderemos suportar o fogo eterno mais do que eles?... Como poderemos suportar a sentença irrevogável: “Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos”?
Muitas eram as vezes em que Whitefield fazia perguntas desafiadoras a seus ouvintes, forçando-os a pensar aonde passariam a eternidade. Por suas próprias respostas, os que o escutavam, muitas vezes, condenavam a si mesmos.
Como podereis estar diante do tribunal de um Juiz que se ira e vinga do pecado, vendo tantos discursos que desprezastes, tantos ministros, que ansiavam e labutavam em prol da salvação de vossas preciosas e imortais almas, apresentadas como tantas testemunhas velozes contra vós? Será que bastará então alegar que só fostes ouvi-los por curiosidade, para passar o tempo ocioso, para admirar a oratória ou ridicularizar a simplicidade do pregador?
Nenhuma decisão por Cristo, Whitefield asseverava, poderia ser feita após nossa morte. Ele implorava: “Enquanto não forem vossos pecados arrependidos, estais em perigo de morte, e se morrerdes, perecereis para sempre. Não há esperança para qualquer que viva em seus pecados, a não ser de habitar com os diabos e espíritos condenados por toda a eternidade.”41 A não ser que as almas perdidas recebam a Cristo nesta vida, não haverá esperança para os condenados na eternidade de escapar da punição.
Eram tão poderosos os apelos de Whitefield em seus sermões que “os zombadores eram silenciados, e as fortalezas de Satanás eram derribadas”.42 Conta-se que em certa ocasião, em um clube de bebedeiras em Filadélfia, havia um menino que
costumava imitar as pessoas para seu divertimento. Persuadido pelos senhores, o rapaz (ainda que  relutantemente) levantou-se e imitou Whitefield, dizendo: “Digo a verdade em Cristo, eu não minto; se não vos arrependerdes, sereis todos condenados.” Essa palestra inesperada (citada de um dos sermões de Whitefield), desfez o clube, que nunca mais se  reuniu.
Embora estivesse fisicamente ausente, os apelos de Whitefield ressoavam pelos bares e vielas de todas as cidades onde pregava.
A mensagem alarmante para o auditório de Whitefield era que, se não cressem em Cristo, as suas almas perdidas com certeza entrariam em uma eternidade da ira de Deus: “Ó pecador! Imploro-te a arrepender-te, para que a ira de Deus não se acenda! Que os fogos da eternidade não sejam acesos contra vós!”44 Seu fervor o levava a forçar as realidades do céu e do inferno sobre o coração de seus ouvintes. Whitefield sempre vivia à luz da eternidade, e pregava como quem sentisse o dia se aproximando cada vez mais.
O zelo evangelístico de George Whitefield fluía de seu amor pelo glorioso evangelho da graça. Foi esse amor e essa dedicação suprema que o impeliam a procurar os perdidos, revelar o pecado, exaltar a cruz, convocar a vontade, e apontar para a eternidade. De teologia totalmente calvinista, este fervoroso evangelista apresentava a única mensagem salvadora que existe para os pecadores culpados. Ele se deleitava em chamá-los para a fé em Cristo e deixar os resultados para Deus, pois somente ele pode salvar.
Arnold Dallimore escreveu: “Seu ministério apresenta exemplo sem paralelo da declaração da soberania de Deus, juntamente com o livre oferecimento da salvação a todos quantos cressem em Cristo.” Whitefield oferece exemplo ímpar de quem tinha em uma mão as doutrinas da graça e na outra mão o livre oferecimento do evangelho. Saber isso a respeito de Whitefield é conhecer o homem, e conhecer o homem é ter um mui excelente exemplo a seguir.
Carecemos de semelhante coragem, como de pedra, em nossa mensagem do evangelho. Precisamos voltar para Paulo, para Agostinho, Lutero, Calvino e os Reformadores, para os Puritanos, e enfim, para Whitefield. Precisamos novamente de arautos como estes, que não se envergonhavam de pregar sobre pecado e juízo, céu e inferno, arrependimento e fé, justiça e santidade. Temos de pregar a necessidade da transformação radical de vida, que só provém da realidade do novo nascimento. Que Deus levante em nossos dias uma multidão de vozes de clarim, que proclamem esta mesma mensagem do evangelho.
Fonte: Trecho do livro O Zelo Evangelístico de George Whitefield, lançamento da Editora Fiel de Abril de 2014, do autor Steven Lawson.
Steven Lawson


Vivendo para Glória de Deus a Caminho da Eternidade


Sermão 30.08.2015.


 Assista agora o 5º Sermão da Série: "Vivendo para a Glória de Deus" - Uma exposição de 2 Timóteo 4:1-22, sobre o tema: "Vivendo para Glória de Deus a Caminho da Eternidade"

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Enfrentando o Fim dos Tempos para a Glória de Deus



Sermão 23.08.2015.


Assista agora o 4º Sermão da Série: "Vivendo para a Glória de Deus" - Uma exposição de 2 Timóteo 3:1-17, sobre o tema: "Enfrentando o Fim dos Tempos para a Glória de Deus". 




sábado, 22 de agosto de 2015

O Amor Revelado no Evangelho - Jonathan Edwards

No evangelho revela-se o amor que Cristo tem para com o Pai, bem assim os maravilhosos frutos desse amor, particularmente em fazer ele tão grandes coisas, e em padecer tantas coisas em obediência à vontade do Pai e para a honra de sua justiça, lei e autoridade, como o grande governante moral. Ali se revela como o Pai e o Filho são um em amor, para que nos deixemos induzir, em semelhante espírito, a ser um com eles e uns com os outros, em concordância com a oração de Cristo em João 17.21-23: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste, e os amaste como também amaste a mim”.
O evangelho nos declara ainda que o amor de Deus era eterno, e nos lembra que ele amou aos que são redimidos por Cristo desde a fundação do mundo; e que ele os deu ao Filho; e que o Filho os amou como seus. Ele revela ainda o maravilhoso amor do Pai e do Filho, respectivamente, para com os santos que estão na glória – que Cristo não só os amou enquanto no mundo, mas que os amou até o fim (Jo 13.1). E todo este amor é expresso como nos sendo outorgado enquanto errantes, proscritos, indignos, culpados e inclusive inimigos. Este é o amor que jamais foi conhecido em outro lugar, ou concebido: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos” (Jo 15.13); “Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5.7-10).
Deus e Cristo aparecem na revelação evangélica como estando vestidos com amor; como estando assentados, por assim dizer, em um trono de misericórdia e graça; um trono de amor, cercado dos mais suaves raios de amor. O amor é a luz e glória que circundam o trono em que Deus se acha sentado. Isto parece estar implícito na visão de Deus na ilha de Patmos: “Esse que se acha assentado é semelhante no aspecto a pedra de jaspe e de sardônio, e ao redor do trono há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda” (Ap 4.3); isto é, ao redor do trono no qual Deus estava sentado. De modo que Deus lhe apareceu enquanto estava sentado em seu trono, envolto por um círculo de uma luz excessivamente suave e agradável, como as belas cores do arco-íris, e como uma esmeralda, que é uma pedra preciosa de cores excessivamente agradáveis e belas – assim representando que a luz e glória com que Deus, no evangelho, aparece cercado é especialmente a glória de seu amor e de sua graça pactual, porquanto o arco-íris foi dado a Noé como um emblema de ambas. Portanto, é evidente que este espírito, sim, o espírito de amor, é o espírito sobre o qual a revelação evangélica especialmente expõe os motivos e os estímulos; e este é especial e eminentemente o espírito cristão – o espírito correto do evangelho.
Ademais, tudo o que é salvífico e distintivo no verdadeiro cristão está resumidamente compreendido no amor, assim, os que professam o cristianismo nisto podem ser ensinados quanto às suas experiências, sejam elas ou não experiências realmente cristãs. Caso o sejam, então o amor é a suma e substância de tais experiências. Se as pessoas possuem a verdadeira luz celestial, que em suas almas ela não seja uma luz sem calor. O conhecimento e o amor divinos vão sempre juntos. Uma visão espiritual das coisas divinas sempre estimula o amor na alma, e atrai o amor ao coração, em cada objeto próprio de ser amado. As genuínas descobertas do caráter divino nos dispõem a amar a Deus como o bem supremo; elas unem o coração a Cristo, em amor; inclinam a alma a transbordar de amor para com o povo de Deus e para com toda a humanidade. Quando as pessoas possuem uma verdadeira descoberta da excelência e suficiência de Cristo, o efeito é o amor. Quando experimentam uma convicção correta da verdade do evangelho, tal convicção é acompanhada do amor. Tais pessoas amam a Cristo, o Filho do Deus vivo. Quando se visualiza a veracidade das gloriosas doutrinas e promessas do evangelho, estas doutrinas e promessas se assemelham a tantos acordes que emanam do coração e o impulsionam a amar a Deus e a Cristo. Quando as pessoas experimentam uma genuína confiança e segurança em Cristo, elas confiam nele com amor, e assim sucede com a deleitosa e doce aquiescência da alma. A esposa se pôs assentada sob a sombra de Cristo com profundo deleite, e descansou suavemente sob sua proteção, porque ela o amava (Ct 2.3). Quando as pessoas experimentam o verdadeiro conforto e alegria espiritual, essa alegria provém da fé e do amor. Não se regozijam em si mesmas, mas em Deus que é sua insondável alegria.
Fonte: trecho do livro "A Caridade e Seus Frutos" de Jonathan Edwards, lançamento de Junho/2015 da Editora Fiel.
Jonathan Edwards


GRATIDÃO A DEUS - Rev. Cláudio e Família





Hoje é dia 22 de Agosto de 2015, aniversário da minha pequena Débora. Resolvi publicar esse vídeo em gratidão a Deus por essa família abençoada. Pollyanna, Débora e Ester presentes de Deus em minha vida. Que Deus vos abençoe!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Não Desperdice o seu Tempo, Viva para a Glória de Deus.


Sermão 16.08.2015


Assista agora o 3º Sermão da Série: "Vivendo para a Glória de Deus" - Uma exposição de 2 Timóteo 2:14-26, sobre o tema: "Não Desperdice o seu Tempo, Viva para a Glória de Deus". 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Os Desafios de uma Vida para a Glória de Deus.



Sermão 02.08.2015


Assista agora o 1º Sermão da Série: "Vivendo para a Glória de Deus" - Exposição em 2 Timóteo 1:1-14 sobre o tema: "Os Desafios de uma Vida para a Glória de Deus", do Rev. Cláudio Neves. 

sábado, 15 de agosto de 2015

A Igreja Visível e a Invisível - R. C. Sproul

Você já ouviu falar do termo a igreja invisível? A ideia da invisibilidade da igreja foi primeiramente desenvolvida em profundidade por Santo Agostinho. Ele fez uma distinção entre a igreja invisível e a igreja visível. Essa distinção de Agostinho tem sido frequentemente mal compreendida. O que ele quis dizer por igreja visível foi a igreja enquanto uma instituição que enxergamos visivelmente no mundo. Ela tem uma lista de membros em seu rol, e podemos identificá-los.
Antes de considerarmos a igreja invisível, deixe-me fazer uma pergunta: você precisa ir à igreja para ser um cristão? A frequência na igreja, se você for fisicamente capaz, é um requisito para ir ao céu? Em um sentido bastante técnico, a resposta é não. No entanto, devemos nos lembrar de algumas coisas. Cristo ordena que seu povo não abandone a comunhão na congregação (Hebreus 10.25). Quando Deus constituiu o povo de Israel, ele os organizou em uma nação visível e colocou sobre eles uma obrigação solene e sagrada de se congregarem na adoração pública diante dele. Se uma pessoa está em Cristo, ela é chamada a participar da koinonia — a comunhão com outros cristãos e a adoração a Deus de acordo com os preceitos de Cristo. Se uma pessoa sabe de todas essas coisas e, de vontade própria, com persistência, recusa-se a unir-se a elas, isso não levantaria sérias dúvidas sobre a realidade da conversão daquela pessoa? Talvez uma pessoa possa ser um novo cristão e tomar essa posição, mas acho muito improvável.
Alguns de nós podemos estar nos enganando em termos de nossa própria conversão. Podemos afirmar sermos cristãos, mas se amamos a Cristo, como podemos desprezar sua noiva? Como podemos, consistente e persistentemente, nos afastarmos daquilo ao qual ele nos chamou para nos unirmos — sua igreja visível? Eu ofereço uma advertência solene àqueles que estão fazendo isso. Você pode, na verdade, estar se enganando sobre o estado de sua alma.
Algumas vezes, a igreja invisível é erroneamente tomada como algo antitético à igreja visível, algo que está fora ou apartado dela. Agostinho não pensou nessas categorias. Agostinho disse que a igreja invisível é encontrada substancialmente dentro da igreja visível. Imagine dois círculos. No primeiro círculo está escrito “a igreja visível”. Essa é a igreja exterior, humanamente percebida, a instituição como a conhecemos. A igreja invisível, como outro círculo, existe substancialmente dentro do círculo da igreja visível. Pode haver algumas poucas pessoas na igreja invisível que não são membros da igreja visível, mas elas são poucas e distantes entre si.
Por que Agostinho fala de uma igreja invisível? Ele o faz para ser fiel ao ensino de Jesus no Novo Testamento. Agostinho ensinou que a igreja é um corpus permixtum. O que isso significa? Nós sabemos o que corpus significa. É um corpo. Corpus Christi significa o quê? O corpo de Cristo. Corporação é uma organização de pessoas. Corpus permixtum significa que a igreja é um corpo misto.
Dentro dos limites físicos da igreja institucionalizada há pessoas que são verdadeiramente crentes, mas também há incrédulos dentro da igreja visível. Eles estão na igreja, mas não estão em Cristo porque fizeram uma falsa profissão de fé. Jesus disse de alguns de seus contemporâneos, “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15.8). Jesus reconheceu que havia pessoas dentro de Israel que não eram verdadeiros crentes. Paulo disse algo similar: “E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” (Romanos 9.6). Esses judeus praticavam todos os rituais e eram parte da comunidade visível. Eles participavam de todas as atividades, mas ainda assim eram alheios e estranhos às coisas de Deus.
No Novo Testamento, a metáfora que Jesus usa a esse respeito é a metáfora do joio e do trigo. Joio é uma erva daninha. É uma metáfora simples naquele contexto de agricultura. A fim de obter a produtividade máxima de uma lavoura, é preciso acabar com o joio porque ele parece crescer mais facilmente que a produção.
Jesus usa essa metáfora para dar uma advertência à igreja de que, por um lado, a igreja deve se engajar na disciplina, de forma que as ervas daninhas que ameaçam destruir a pureza da igreja sejam removidas. Ele também nos manda tomar muito cuidado ao exercer a disciplina na igreja, para que, em nosso zelo em purificar a igreja, não arranquemos o trigo junto do joio.
Deus sonda os corações, e o que sempre permanece invisível para mim é a alma de outra pessoa. Eu posso ouvir sua confissão de fé. Posso observar sua vida. Mas não sei o que se passa nos átrios mais profundos do seu coração. Não posso ver sua alma. Não posso ler sua mente. Mas Deus pode ler sua mente, e Deus sabe exatamente qual o estado de sua alma em qualquer dado momento. O que permanece invisível para mim é visível para Deus. Esta é uma distinção com relação à nossa percepção limitada.
Quem está na igreja invisível? De acordo com Agostinho, todos aqueles que são crentes verdadeiros. E ele se referia, claramente, aos eleitos, porque todos os eleitos, de acordo com Agostinho, chegam à fé verdadeira no final. E todos aqueles que chegam à fé verdadeira foram contados entre os eleitos. Então, quando ele falava da igreja invisível, ele estava falando sobre os eleitos, aqueles que verdadeiramente estão em Cristo e são verdadeiros filhos de Deus.
João Calvino disse que não devemos pensar na igreja invisível como algo imaginário ou de uma dimensão paralela. Seguindo o pensamento de Agostinho, Calvino insistiu que a igreja invisível existe substancialmente dentro da igreja visível. Ele disse que a principal tarefa da igreja invisível é tornar a igreja invisível visível.
O que ele quis dizer com isso? Calvino estava se referindo à ascensão de Jesus e à última pergunta que os discípulos lhe fizeram antes de ele deixar este mundo: “Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel”? Jesus disse: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.7–8).
Essa afirmação feita por Jesus é frequentemente confundida por causa de nosso jargão cristão. Se alguém pergunta a um cristão, “O que significa testemunhar?” a resposta mais comum é “falar de Cristo para alguém”. Isso não é inteiramente falso. Há um sentido em que o evangelismo é uma forma de testemunho. Mas não é a única forma. O propósito de testemunhar é tornar manifesto algo que estava escondido. Calvino disse que é tarefa da igreja tornar visível o reino invisível. Nós fazemos isso, em primeiro lugar, pela proclamação do evangelho — por evangelismo. Mas também podemos fazê-lo modelando o reino de Deus, demonstrando justiça no mundo, demonstrando misericórdia para o mundo, e mostrando ao mundo como deve ser o reino de Deus. Isso significa que a igreja deve personificar e encarnar a vida do Espírito de Deus em tudo quanto ela fizer, para que suas boas obras não estejam escondidas sob o alqueire, mas claramente à vista. Devemos dar testemunho da presença de Cristo e do seu reino para o mundo.
Existe um perigo quando utilizamos os termos visível invisível. Algumas pessoas pensam que se elas estão na igreja invisível, isso significa que elas podem ser como agentes secretos cristãos. Mas nós sabemos que o mandamento do Novo Testamento é para que demos testemunho de Cristo, mostremos adiante a luz do evangelho e tornemos seu reino visível. E é isso que a igreja deve fazer. A igreja em qualquer ambiente, qualquer localidade, quaisquer gerações sempre é mais ou menos visível e mais ou menos autêntica. Mas mesmo igrejas podem perder sua lamparina e deixar de ser igreja. Igrejas podem se tornar apóstatas. Denominações podem se tornar apóstatas. Congregações inteiras podem abandonar a igreja invisível e não mais ser uma igreja verdadeira.
Você é um membro da igreja invisível? A igreja invisível é uma igreja que sempre desfruta de unidade porque verdadeiramente somos um em Cristo. O ponto de unificação da igreja invisível, aquilo que unifica e transcende as barreiras de igreja e linhas denominacionais, é o nosso enxerto em Cristo. Todos que estão em Cristo e todos em quem Cristo está são membros de sua igreja invisível. Aquela unidade já está presente, e nada pode destruí-la. Isso não significa que podemos descansar nisto. Não podemos simplesmente nos satisfazer com a unidade da igreja invisível. Ainda deveríamos estar trabalhando o máximo possível para uma verdadeira unidade da igreja visível.
Fonte: Trecho do livro "O que é a Igreja?" de R. C. Sproul.

R. C. Sproul 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

2ª FESTA DA COLHEITA


UMA NOITE ESPECIAL DE COMUNHÃO.
VENHA E PARTICIPE!

domingo, 14 de junho de 2015

Nova Série: O Verdadeiro Culto a Deus


Essa série de sermões tem como objetivo expor o livro do “Profeta Malaquias” apresentando princípios bíblicos relacionados ao verdadeiro culto a Deus.

Em nossos dias, assim como na época de Malaquias, o culto a Deus tem sido desvirtuado das mais diversas maneiras. Embora muitos pensem que nada temos a aprender com o Antigo Testamento em matéria de culto, estão enganados. Ao levantarem sua voz contra o povo de Deus de sua época, por haver desvirtuado o culto ao Senhor, os profetas usaram como argumentos princípios relativos à adoração a Deus que certamente se aplicam ao povo de Deus de todas as épocas.

Contamos com a sua presença!
Domingo ás 18:00hs. 

sábado, 2 de maio de 2015

MÊS DA FAMÍLIA - IPMANDACARU

quinta-feira, 30 de abril de 2015

MÊS DA FAMÍLIA




Exposições em Efésios 5:18 - 6:4. 

EM BREVE PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nova Série: Redescobrindo o Evangelho

Charles Spurgeon disse: "Se existe algo amargamente odiado é o puro evangelho da graça de Deus" . Vivemos no meio de "Cristãos" que preferem mensagens de homens, do que a mensagem do Evangelho. Esse é um dos motivos pelo qual a igreja evangélica brasileira em sua grande maioria tem se esquecido do verdadeiro evangelho. Nessa nova série de sermões você será desafiado a redescobrir o evangelho. 


Domingos de Abril, ás 18:00hs. 
Venha e participe!

terça-feira, 31 de março de 2015

Estudos Expositivos no livro de "Eclesiastes"

Novo tema dos nossos cultos de Doutrina, contamos com a sua presença. Todas as quintas-feiras ás 19:00hs. 


Você já se perguntou a importância em estudar o livro de Eclesiastes?  Creio que ele vai ajudar-nos a adorar o único e verdadeiro Deus. Para todas as suas decepções, tristezas e dúvidas céticas, este livro ensina grandes verdades sobre Deus. Ao mesmo tempo, este livro ensina-nos a viver para Deus e não apenas para nós mesmos. Dá-nos alguns dos princípios básicos que precisamos para construir uma visão de mundo centrada em Deus. 

terça-feira, 3 de março de 2015

IGREJA PRESBITERIANA DE MANDACARU

No dia 27 de Fevereiro de 2015, a Congregação Presbiteriana de Mandacaru foi constitucionalmente organizada em Igreja Presbiteriana de Mandacaru. A Comissão Executiva do Presbitério da Paraíba - PPRB, esteve na condução dos trabalhos. Segue algumas fotos e um breve relato dessa noite especial. 

Membros da executiva do PPRB presentes: Rev. Cláudio Neves, Rev. Aguinaldo Melo, Rev. Fernando Brito e Presb. Genival Sérgio. 

O Rev. Aguinaldo, vice-presidente do PPRB com a palavra.  

O presidente do PPRB, Rev. Fernando Roberto, inicia os trabalhos. 

Apuração dos votos. 

Rev. Aguinaldo instrui a igreja sobre a importância desse momento. 

Após as eleições inicia o momento de culto, sobre a direção do Rev. Cláudio Neves, pastor plantador da Igreja e Secretário Executivo do PPRB. 

Uma noite de muita alegria. 

Louvamos a Deus. 

O pregador da noite foi o Rev. Jedeias Duarte, pastor da IPB Canoas RS, Executivo do PMC e professor do CPAJ. 


O sermão foi sobre o texto de 1 Timóteo 1:12-17. 

A igreja atenta a exposição da Palavra de Deus. 



Rev. Daniel Bovo, agradecendo a Deus pelas ofertas levantadas. 

Apresentação do Coral Geraldo Pereira.  

Rev. Fernando Roberto, inicia o ato de ordenação e instalação dos presbíteros e diáconos eleitos. 


Os irmãos: Leandro Rocha, Carlos Júnior e Josinaldo Ferreira, foram eleitos como presbíteros da Igreja Presbiteriana de Mandacaru. 

Grande a alegria do Rev. Cláudio e sua esposa Pollyanna. 

Ordenação dos presbíteros. 

Os irmãos: Wellington dos Santos, Robério Gonsalves e Luiz Antônio foram eleitos para o diaconato da Igreja Presbiteriana de Mandacaru. 

Ordenação dos diáconos. 

Posse do Rev. Cláudio Neves.  

Momento de oração. 

Homenagem do conselho da IP Memorial. 

Homenagem ao casal plantador. 

Palavra de gratidão do Rev. Cláudio Neves. 


Homenagem aos irmãos da Executiva e ao Rev. Jedeias. 

Homenagem do Rev. Gabriel e Kelly da Romênia. 

Homenagem de Pollyanna ao Rev. Cláudio Neves seu marido.  


Oração final. 

Benção Final. 

Confraternização. 

Rev. Aguinaldo e Shilla. 


Agradecemos a Deus por todas as benção recebidas. 

SOLI DEO GLORIA.